História Preta



  • História Preta

    Sistema de identidade visual para um podcast documental sobre cultura e história da população negra no Brasil e no mundo. Um projeto criado em 2019 pelo historiador carioca Thiago André que busca resgatar a memória e o conhecimento sobre a população negra através de episódios quinzenais — roteirizados e narrados por ele — que abordam desde temas cotidianos como música, arte, beleza e futebol, à conteúdos sobre identidade, violência do estado e racismo. Um projeto sem fins lucrativos, membro da rede B9 Podcasts do portal Brainstorm9, cerca de 45 mil downloads mensais em todo mundo e disponibilizado através das plataformas Spotify, Apple Podcasts e Amazon Music.

    Dando início ao trabalho, comecei uma extensa pesquisa para identificar quais elementos dariam conta da grandiosidade de uma cultura tão diversa quanto o número de povos ancestrais que construíram uma identidade que podemos chamar hoje de preta. Por ter sido necessário um processo de pesquisa e criação mais complexo, escrevi um artigo inteirinho apresentando todas as referências utilizadas na construção do resultado apresentado aqui. Para ler é só acessar link do Medium logo abaixo.

    Por Raimundo Britto



  • Acima, da direita para a esquerda

    Abaixo


  • Entendi que o caminho seria construir uma linguagem baseada na ancestralidade, mas com olhar no futuro, dialogando com as novas gerações. Colocando a existência negra no centro da discussão e posicionando o podcast como um projeto potente e inspirador.​​​​​​​

    Sob influência de todas as referências analisadas, cheguei em um logotipo de traço forte, espontâneo, com hastes geométricas interligadas e que remete à ideias como união, ação coletiva e organização. Comecei então a perceber que o rascunho tinha uma estrutura muito similar aos artefatos de ferro tradicionalmente utilizados para representar os orixás no Candomblé — uma religião originada no Brasil, mas baseada na cultura cotidiana, crenças e cultos trazidos pelo africanos.




  • Observei também que as letras "E", "T" e "A" da palavra "Preta" formavam uma estrutura similar à ferramenta consagrada à Exú (Èṣù) – um orixá cultuado na cultura Iorubá,  uma sociedade dividida entre as regiões da Nigéria, Benin, Gana, Togo e de onde foi trazida a maior população de africanos escravizados para o país. É o orixá mensageiro que representa o arquétipo da comunicação e da transmissão de conhecimento entre o Orum (mundo espiritual, orixás) e o Ayê (mundo físico, seres humanos).

    Por sua estrutura similar à uma ferramenta ritualística, é possível também associar o trabalho à Ogum — orixá que possui como símbolo o ferro e que de acordo com a tradição iorubá, representa os avanços tecnológicos da humanidade.

    Enquanto Exú é a comunicação, Ogum representa a tecnologia pela qual este conhecimento se propaga. Por se tratar de um podcast sobre a história preta, as ideias começaram a fazer todo sentido. Assim chegamos a nova identidade visual do História Preta que apresentamos agora.


  • ​​​​​​​Seydou Keïta – 1949/51







  • ESTÚDIO DUNA 
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